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desvio de septo; sangramento no nariz

Desvio de septo pode causar sangramento no nariz? Entenda a relação

Desvio de septo e sangramento no nariz são queixas muito comuns nos consultórios de otorrinolaringologia.

Embora sejam problemas distintos, muitas pessoas percebem que ambos aparecem juntos, e isso não é coincidência.

Quando o septo nasal é torto, a estrutura interna do nariz sofre alterações que podem favorecer irritação, ressecamento e até sangramentos frequentes.

Neste artigo, você vai entender como essas condições se relacionam, quais sinais exigem avaliação médica e quais são as melhores formas de tratamento. Continue a leitura!

O que é o desvio de septo?

O septo nasal é a estrutura responsável por separar as duas narinas.

Em sua forma ideal, ele se posiciona de maneira central, permitindo que o ar circule de forma equilibrada pelos dois lados.

Quando há desvio de septo, essa parede fica inclinada ou deformada, dificultando a passagem de ar e causando sintomas como:

  • Obstrução nasal persistente;
  • Roncos;
  • Respiração bucal;
  • Dor facial ou pressão no rosto;
  • Infecções de repetição (sinusites).

Esse desvio pode ser congênito (desde o nascimento), surgir após traumas ou até se acentuar com o crescimento facial.

Afinal, o desvio de septo pode causar sangramento no nariz?

A resposta é sim, e com mais frequência do que se imagina!

O sangramento no nariz (epistaxe) ocorre quando pequenos vasos da mucosa nasal se rompem.

Em pessoas com desvio de septo, esse rompimento é favorecido por três mecanismos principais. Entenda:

1. A mucosa fica mais ressecada

Quando o septo é torto, o ar passa com maior turbulência por determinados pontos do nariz.

Essa turbulência provoca ressecamento da mucosa e favorece a formação de crostas.

As crostas, por sua vez, podem soltar pequenos fragmentos ao serem manipuladas ou até mesmo ao assoar o nariz, e isso leva ao sangramento.

2. A área desviada sofre mais atrito

A região mais estreitada pelo desvio é constantemente “agredida” pela passagem do ar, causando irritação e inflamação. Com o tempo:

  • A mucosa fica mais sensível;
  • Os vasos ficam mais expostos;
  • Pequenos sangramentos se tornam frequentes.

Essa condição é ainda mais comum em ambientes secos, com uso de ar-condicionado ou durante o inverno.

3. Infecções respiratórias se tornam mais comuns

O desvio de septo dificulta a ventilação e a drenagem do nariz, aumentando o risco de sinusites e processos inflamatórios.

Quando a mucosa está inflamada, o sangramento é mais fácil de acontecer.

Outras causas de sangramento no nariz que podem coexistir com o desvio de septo

Embora o desvio seja um fator importante, ele não é o único responsável por episódios de epistaxe.

Outros fatores podem agravar o quadro:

  • Rinite alérgica;
  • Mudanças bruscas de temperatura;
  • Manipulação excessiva do nariz;
  • Uso de sprays descongestionantes de forma inadequada;
  • Pressão arterial elevada;
  • Traumas durante a prática esportiva;
  • Infecções respiratórias.

O ideal é sempre investigar todas as possibilidades com um especialista.

Quando o sangramento no nariz é um sinal de alerta?

A epistaxe pode parecer simples, mas alguns sinais exigem avaliação médica:

  • Sangramentos frequentes (mais de duas vezes por semana);
  • Dificuldade de parar o sangramento;
  • Obstrução nasal importante;
  • Dor facial ou pressão constante;
  • Piora da respiração ao deitar;
  • Sangramento associado a trauma recente;
  • Episódios que começam espontaneamente, sem assoar o nariz.

Esses sintomas indicam que algo pode estar interferindo no funcionamento do nariz — e o desvio de septo é um dos principais suspeitos.

Como é o diagnóstico?

O otorrinolaringologista realiza uma avaliação completa, que inclui:

  • Anamnese detalhada (histórico do paciente);
  • Exame clínico interno do nariz;
  • Nasofibroscopia, quando necessário, para visualizar o septo com precisão.

Esse exame é simples, rápido e permite identificar com clareza o grau do desvio e suas consequências.

Tratamentos possíveis: como cuidar do desvio de septo e reduzir o sangramento

1. Hidratação nasal

É a primeira medida e costuma trazer alívio imediato. Pode ser feita com:

  • Soro fisiológico;
  • Soluções nasais hidratantes;
  • Umidificadores de ambiente.

A hidratação reduz crostas, irritações e a chance de novas lesões.

2. Tratamento de rinite ou infecções associadas

Se houver alergias ou sinusites, o tratamento deve ser realizado em conjunto. Assim, reduz-se a inflamação da mucosa e o nariz volta a funcionar melhor.

3. Ajuste ou suspensão de descongestionantes

O uso prolongado de sprays vasoconstritores piora o ressecamento e aumenta a chance de sangramentos. O médico pode orientar substituições mais seguras.

Leia também: Vício em descongestionante nasal: entenda os riscos do uso prolongado

4. Controle de hábitos

  • Pequenas mudanças ajudam muito:
  • Evitar ambientes secos sem umidificação;
  • Não manipular o nariz;
  • Beber água com frequência;
  • Usar lavagens nasais diariamente.

5. Septoplastia: quando a cirurgia é indicada?

Quando o desvio de septo é importante, está causando sintomas persistentes ou sangramentos recorrentes, a septoplastia pode ser recomendada.

É uma cirurgia segura, realizada para corrigir o alinhamento do septo e melhorar a passagem de ar.

Ao corrigir o desvio:

  • O nariz respira melhor;
  • A mucosa se hidrata adequadamente;
  • A inflamação diminui;
  • O sangramento tende a cessar.

A recuperação costuma ser rápida e traz grande melhora na qualidade de vida.

Como prevenir novos episódios de sangramento no nariz?

Mesmo com desvio de septo, é possível reduzir bastante a frequência da epistaxe:

  • Hidrate o nariz diariamente;
  • Evite ar-condicionado direto no rosto;
  • Não use descongestionantes sem orientação médica;
  • Use umidificador nos dias secos;
  • Mantenha o nariz protegido no frio;
  • Trate rinite, gripes e sinusites corretamente.

Conclusão

Desvio de septo e sangramento no nariz estão diretamente relacionados, principalmente devido ao ressecamento, irritação da mucosa e processos inflamatórios que o desvio causa.

Quando os sangramentos se tornam frequentes ou atrapalham a rotina, é fundamental buscar avaliação com um otorrinolaringologista.

O diagnóstico correto e o tratamento adequado podem acabar com os episódios e melhorar muito a respiração.

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RT: Dra Regina Stela Roland Ortega Otorrinolaringologista CRM/SP 33487 – RQE 8904