Verão; otite; dor de garganta; alergias respiratórias estão diretamente relacionados aos meses mais quentes do ano.
Com o aumento das temperaturas, mudanças de hábitos e maior exposição à água, ao ar-condicionado e a ambientes compartilhados, cresce também a incidência de problemas que afetam ouvidos, garganta e vias respiratórias.
Piscinas, praias, viagens, locais fechados e maior circulação de pessoas favorecem infecções e crises alérgicas.
Muitas vezes, sintomas aparentemente simples podem evoluir para quadros mais intensos se não forem identificados e tratados corretamente.
Neste artigo, você vai entender por que essas doenças são mais comuns no verão, quais são os principais fatores de risco e como se proteger da otite, da dor de garganta e das alergias respiratórias, preservando a saúde durante toda a estação.
Por que o verão favorece doenças respiratórias e otorrinolaringológicas
O verão altera significativamente o ambiente e a rotina das pessoas. Calor e umidade criam condições ideais para a proliferação de vírus, bactérias e fungos.
Além disso, hábitos típicos da estação contribuem para o surgimento de infecções e processos inflamatórios.
Entre os principais fatores estão:
- Maior contato com água de piscinas e praias;
- Uso frequente de ar-condicionado;
- Ambientes fechados e mal ventilados;
- Mudanças bruscas de temperatura;
- Exposição a poeira, ácaros e mofo.
Essas condições afetam diretamente ouvidos, garganta e vias respiratórias.
Otite no verão: por que é tão comum
A otite, especialmente a otite externa, é uma das doenças mais frequentes no verão.
Conhecida como “ouvido de nadador”, ela ocorre quando a umidade permanece no canal auditivo por longos períodos, favorecendo a proliferação de microrganismos.
Principais causas da otite no verão
- Permanência prolongada com o ouvido molhado;
- Piscinas com tratamento inadequado;
- Água do mar ou rios contaminados;
- Uso de objetos para tentar retirar água do ouvido;
- Microlesões causadas por hastes flexíveis.
Sintomas mais comuns da otite
- Dor no ouvido, que pode ser intensa;
- Coceira no canal auditivo;
- Sensação de ouvido tampado;
- Vermelhidão e inchaço;
- Saída de secreção.
A dor tende a piorar ao tocar ou puxar a orelha.
Como se proteger da otite
- Secar bem a parte externa do ouvido após banho ou mergulho;
- Evitar introduzir objetos no ouvido;
- Preferir piscinas bem tratadas;
- Não usar tampões ou fones por longos períodos quando o ouvido estiver úmido;
- Procurar avaliação médica diante de dor persistente.
Dor de garganta no verão: causas frequentes
A dor de garganta também é comum no verão, contrariando a ideia de que ocorre apenas no frio.
Mudanças de temperatura, ingestão de bebidas geladas e ambientes climatizados contribuem para irritações e infecções da garganta.
Fatores que favorecem a dor de garganta no verão
- Uso intenso de ar-condicionado;
- Ar seco e ambientes fechados;
- Bebidas muito geladas;
- Mudanças bruscas de temperatura;
- Infecções virais e bacterianas.
Principais sintomas associados
- Dor ou ardor ao engolir;
- Garganta seca ou irritada;
- Rouquidão;
- Febre em alguns casos;
- Sensação de corpo estranho na garganta.
Quando a dor persiste por mais de alguns dias ou vem acompanhada de febre alta, é importante investigar a causa.
Medidas de prevenção para dor de garganta
- Manter boa hidratação;
- Evitar exposição direta ao ar-condicionado;
- Não abusar de bebidas muito geladas;
- Manter ambientes ventilados;
- Higienizar bem as mãos.
Alergias respiratórias no verão
As alergias respiratórias não se restringem ao inverno.
No verão, calor e umidade favorecem a proliferação de ácaros e fungos, além de aumentar a concentração de poluentes no ar.
Principais gatilhos no verão
- Ácaros e poeira doméstica;
- Mofo em ambientes úmidos;
- Ar-condicionado sem manutenção;
- Poluição e partículas suspensas no ar;
- Mudanças de ambiente durante viagens.
Sintomas mais comuns
- Espirros frequentes;
- Coriza clara e persistente;
- Coceira no nariz, olhos e garganta;
- Congestão nasal;
- Cansaço e dificuldade de concentração.
Quando mal controladas, as alergias podem favorecer infecções secundárias, como sinusite e otite.
Como se proteger das alergias respiratórias
- Manter ambientes limpos e bem ventilados;
- Evitar acúmulo de poeira e mofo;
- Realizar manutenção regular do ar-condicionado;
- Lavar roupas de cama com frequência;
- Seguir orientação médica para controle dos sintomas.
Quando procurar um especialista?
Embora muitos sintomas sejam leves, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica:
- Dor intensa ou persistente no ouvido, ou garganta;
- Febre alta;
- Saída de secreção pelo ouvido;
- Dificuldade para engolir ou respirar;
- Sintomas alérgicos frequentes e mal controlados.
A avaliação com um otorrinolaringologista permite identificar a causa correta e iniciar o tratamento adequado.
Importância do diagnóstico correto
Cada uma dessas condições exige abordagem específica.
O uso inadequado de medicamentos ou a automedicação pode mascarar sintomas, atrasar o diagnóstico e agravar o quadro.
O acompanhamento especializado garante segurança, alívio dos sintomas e prevenção de complicações, especialmente em períodos de maior risco, como o verão.
Conclusão
As doenças de verão vão além do desconforto passageiro.
Otite, dor de garganta e alergias respiratórias são comuns nessa estação devido ao calor, à umidade e às mudanças de hábitos.
Adotar medidas preventivas, reconhecer sinais de alerta e buscar orientação médica quando necessário são atitudes fundamentais para manter a saúde em dia durante os meses mais quentes.
Cuidar dos ouvidos, da garganta e da respiração é essencial para aproveitar o verão com mais bem-estar e segurança. Saiba mais!
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RT: Dra Regina Stela Roland Ortega Otorrinolaringologista CRM/SP 33487 – RQE 8904