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apneia do sono; ronco

Diferença entre ronco comum e apneia do sono: Quando se preocupar

A apneia do sono e o ronco são problemas respiratórios frequentes que afetam a qualidade do sono e, em muitos casos, a saúde como um todo.

Enquanto o ronco comum pode ser apenas um ruído incômodo, a apneia do sono representa um risco real à saúde.

Saber diferenciar essas duas condições é fundamental para identificar quando é hora de procurar ajuda especializada.

O que é o ronco e por que ele ocorre?

O ronco é o som produzido pela vibração das estruturas da garganta durante o sono.

Ele ocorre quando há uma obstrução parcial das vias respiratórias, dificultando a passagem do ar.

Essa obstrução pode acontecer por diversos motivos: excesso de peso, consumo de álcool, uso de sedativos, posição ao dormir e até características anatômicas, como desvio de septo nasal.

Estima-se que cerca de 30% da população adulta ronca, com maior incidência entre homens e pessoas acima dos 40 anos.

Embora, muitas vezes, seja considerado apenas um incômodo, o ronco pode ser um sinal de alerta para problemas respiratórios mais sérios, como a apneia obstrutiva do sono.

O que é apneia do sono?

A apneia do sono é um distúrbio caracterizado por paradas respiratórias repetidas enquanto dorme.

Essas interrupções na respiração podem durar de alguns segundos até mais de um minuto e acontecem várias vezes por hora.

O tipo mais comum é a apneia obstrutiva do sono (AOS), causada pelo relaxamento excessivo dos músculos da garganta, que bloqueia a passagem de ar.

Segundo a Associação Brasileira do Sono, cerca de 33% da população brasileira apresenta sinais de apneia, mas muitos ainda não têm diagnóstico.

Isso porque os sintomas, como cansaço diurno e sono agitado, muitas vezes são confundidos com estresse ou má qualidade de vida.

Principais diferenças entre ronco e apneia

Embora o ronco possa estar presente em ambos os casos, existem diferenças importantes entre o ronco simples e a apneia do sono:

  • Frequência e intensidade: o ronco comum é mais leve e contínuo, enquanto na apneia há pausas na respiração seguidas de engasgos ou suspiros;
  • Despertares noturnos: pessoas com apneia tendem a acordar várias vezes durante a noite, mesmo que não percebam;
  • Sintomas durante o dia: a apneia causa sonolência excessiva, dificuldade de concentração, dor de cabeça matinal e irritabilidade;
  • Impacto na saúde: a apneia do sono está associada a problemas cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2 e aumento do risco de AVC.

Quando o ronco se torna um sinal de alerta?

O ronco deve ser investigado quando:

  • Vem acompanhado de pausas na respiração;
  • Há sono não reparador mesmo após uma noite aparentemente longa;
  • A pessoa sente sonolência extrema durante o dia;
  • O parceiro(a) relata engasgos ou barulhos intensos à noite;
  • Há histórico de hipertensão ou outras doenças associadas.

Nesses casos, é indicado procurar um otorrinolaringologista, que poderá solicitar exames como a polissonografia, o principal método diagnóstico da apneia do sono.

Tratamentos para ronco e apneia do sono

O tratamento depende do grau de gravidade e da causa do problema. Para casos leves de ronco, mudanças de hábito podem ser suficientes:

  • Perda de peso;
  • Evitar álcool e sedativos antes de dormir;
  • Dormir de lado;
  • Tratar obstruções nasais.

Já para casos diagnosticados de apneia do sono, podem ser indicadas:

  • CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas): aparelho que mantém as vias respiratórias abertas durante o sono;
  • Cirurgias otorrinolaringológicas: indicadas em casos selecionados, quando há alterações anatômicas;
  • Reabilitação respiratória ou fonoaudiologia do sono: em alguns casos, ajuda a fortalecer os músculos da orofaringe.

Ignorar os sinais pode custar caro!

Estudos apontam que pessoas com apneia do sono não tratada têm um risco até 3 vezes maior de desenvolver doenças cardíacas.

Além disso, a sonolência diurna aumenta o risco de acidentes de trânsito e queda de produtividade no trabalho.

A longo prazo, a apneia pode prejudicar significativamente a saúde mental e emocional, provocando sintomas de depressão e ansiedade, especialmente em quem enfrenta noites mal dormidas de forma recorrente.

Conclusão: não minimize os sinais

Embora roncar possa parecer algo inofensivo, é fundamental entender quando esse ruído esconde um problema mais grave.

A apneia do sono é uma condição séria, mas que tem tratamento; e quanto mais cedo for diagnosticada, melhores são os resultados.

Melhorar a qualidade do sono é uma decisão que impacta diretamente na saúde e bem-estar.

Observar os sinais, buscar ajuda especializada e seguir um tratamento adequado pode transformar a vida de quem convive com o problema.

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RT: Dra Regina Stela Roland Ortega Otorrinolaringologista CRM/SP 33487 – RQE 8904