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Dor de ouvido no verão: por que é tão comum?

Durante o verão, a dor de ouvido se torna uma queixa frequente, devido ao aumento da exposição à água, à umidade excessiva e às mudanças de hábitos comuns nessa época do ano.

Não é coincidência que os consultórios de otorrinolaringologia registrem aumento significativo de casos nessa época.

Embora muitas pessoas associam a dor de ouvido apenas a infecções, o problema pode ter diferentes causas e graus de gravidade.

Entender por que a dor de ouvido é mais comum no verão é essencial para prevenir complicações e buscar tratamento adequado no momento certo.

Neste artigo, você vai descobrir as principais razões para a dor de ouvido no verão, os sintomas que merecem atenção, como prevenir e quando procurar um especialista.

Por que o verão favorece a dor de ouvido

O ouvido é uma estrutura sensível, composta por partes externas, médias e internas, que dependem de um equilíbrio delicado para funcionar corretamente.

Durante o verão, alguns fatores alteram esse equilíbrio e aumentam o risco de inflamações e infecções.

Entre os principais fatores estão o calor, a umidade, o contato frequente com água e o aumento da proliferação de bactérias e fungos.

Esses elementos criam um ambiente propício para o surgimento de problemas auditivos.

Principais causas de dor de ouvido no verão

A seguir, conheça os motivos mais comuns que explicam o aumento de casos de dor de ouvido nos meses mais quentes.

Otite externa

A otite externa é a causa mais frequente de dor de ouvido no verão.

Também conhecida como “ouvido de nadador”, ela ocorre quando o canal auditivo externo permanece úmido por longos períodos, favorecendo a proliferação de bactérias e fungos.

Os principais sintomas incluem:

  • Dor intensa ao tocar ou puxar a orelha;
  • Coceira no ouvido;
  • Vermelhidão;
  • Sensação de ouvido tampado;
  • Saída de secreção.

A exposição constante à água de piscinas, rios e praias é o principal fator desencadeante.

Umidade excessiva no canal auditivo

A umidade acumulada no ouvido cria um ambiente ideal para microrganismos.

Mesmo sem infecção instalada, a presença constante de água pode causar irritação da pele do canal auditivo, levando à dor, coceira e desconforto.

Secar inadequadamente os ouvidos após o banho ou mergulho aumenta significativamente esse risco.

Uso inadequado de objetos no ouvido

Durante o verão, muitas pessoas tentam remover água ou aliviar a coceira utilizando hastes flexíveis, ou outros objetos.

Esse hábito pode causar microlesões no canal auditivo, facilitando infecções e inflamações.

Além disso, o uso de objetos empurra a cera para o interior do ouvido, aumentando o risco de dor e obstrução.

Alterações na cera do ouvido

O calor pode alterar a consistência da cera do ouvido, tornando-a mais líquida ou favorecendo o acúmulo.

Tanto o excesso quanto a falta de cera prejudicam a proteção natural do canal auditivo.

A cera atua como uma barreira contra microrganismos. Quando esse mecanismo falha, o ouvido fica mais vulnerável à dor e à infecção.

Mudanças de pressão e viagens

Viagens frequentes, especialmente de avião, são comuns no verão.

As mudanças de pressão, associadas a congestão nasal por gripes ou alergias, podem provocar dor no ouvido médio, sensação de pressão e estalos.

Esse tipo de dor costuma piorar durante a decolagem e o pouso.

Quais sintomas merecem atenção

Nem toda dor de ouvido no verão é grave, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica:

  • Dor intensa ou progressiva;
  • Dor associada a febre;
  • Saída de secreção;
  • Diminuição da audição;
  • Inchaço ou vermelhidão intensa;
  • Dor que não melhora em 48 horas.

Ignorar esses sintomas pode levar a complicações, como infecções mais profundas ou recorrentes.

Como prevenir a dor de ouvido no verão

A prevenção é fundamental para evitar desconfortos e problemas auditivos durante os dias quentes. Algumas medidas simples fazem grande diferença.

Secagem adequada dos ouvidos

Após banho, piscina ou mar, seque cuidadosamente a parte externa do ouvido com uma toalha limpa.

Inclinar a cabeça para cada lado ajuda a eliminar o excesso de água. Evite o uso de objetos para secar o canal auditivo.

Evitar introduzir objetos no ouvido

Não utilize hastes flexíveis, grampos ou qualquer objeto para limpar ou coçar o ouvido. Isso aumenta o risco de lesões e infecções.

Cuidado com piscinas e águas contaminadas

Piscinas mal tratadas e águas poluídas aumentam o risco de infecções. Sempre que possível, utilize locais com controle adequado da qualidade da água.

Manter o controle de alergias e gripes

A congestão nasal pode interferir na ventilação do ouvido médio. Manter alergias respiratórias sob controle reduz o risco de dor associada à pressão.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da causa da dor de ouvido é realizado por meio de avaliação clínica e exame otoscópico, que permite visualizar o canal auditivo e o tímpano.

Somente um especialista pode identificar se a dor está relacionada à otite externa, otite média, cerúmen impactado ou outras condições.

Tratamento adequado evita complicações

O tratamento varia conforme a causa e pode incluir:

  • Medicações tópicas específicas;
  • Analgésicos e anti-inflamatórios prescritos;
  • Orientações de cuidados locais;
  • Tratamento de infecções associadas.

A automedicação deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas ou agravar o quadro.

Conclusão

A dor de ouvido no verão é comum devido à combinação de calor, umidade, contato frequente com água e hábitos inadequados.

Otite externa, umidade excessiva, alterações na cera e mudanças de pressão estão entre as principais causas.

Reconhecer os sintomas e adotar medidas preventivas é essencial para evitar complicações.

Diante de dor persistente ou intensa, a avaliação com um otorrinolaringologista garante um diagnóstico preciso e um tratamento seguro. Saiba mais sobre tratamento!

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RT: Dra Regina Stela Roland Ortega Otorrinolaringologista CRM/SP 33487 – RQE 8904